O júri decidiu: ele é o culpado
O juri popular desta sexta-feira (19) decidiu e o juiz Edemar Leopoldo Schlosser, da Vara Criminal, Infância e Juventude sentenciou Vanderlei Pedroso Pereira (35) à pena de 3 anos, 6 meses e 15 dias de prisão, em regime aberto, por tentativa de homicídio contra Luciana Jorge. O crime aconteceu na noite de 14 de fevereiro de 2010, no bairro Limoeiro. O julgamento durou mais de 10 horas e a sentença foi proferida quando já passava das 18 horas desta sexta-feira (19).
Na noite de 14 de fevereiro do ano passado, Luciana Jorge, moradora da rua 15 de Novembro, no bairro Limoeiro, foi brutalmente ferida a facadas. Segundo consta no processo, Vanderlei Pedroso Pereira (35), ex-companheiro da vítima e que conviveu com ela por 2 anos, foi o autor dos golpes.
Vítima e acusado apresentaram versões muito distintas dos fatos durante o júri popular, que começou às 8h30min. Quem apresentou a versão que mais se aproximou da realidade foi Luciana. Isso foi o que decidiu o conselho de sentença, formado por quatro homens e três mulheres. O Ministério Público foi representado por Alexandre Carrinho Muniz e a defesa por Jean Daniel dos Santos Pirola.
Dado início à sessão, a vítima foi a única testemunha - de defesa e da acusação e promotoria, a ser ouvida. Em depoimento, ela afirmou ter sido violentada pelo ex-companheiro na noite do crime. Ela disse que eram aproximadamente 23 horas daquele dia, quando ele apareceu na residência dela portando uma faca. Segundo ela, Vanderlei a ameaçou, arrancou a roupa dela e a obrigou a manter todo o tipo de relacionamento sexual.
Ainda segundo ela, às 4 horas do dia seguinte ele mandou que Luciana se vestisse porque iriam dar uma volta. As duas filhas de Luciana, que dormiam na casa, ficaram no lar por opção da própria mãe. Nessa oportunidade, quando já estavam em frente à residência, ela tentou fugir. Pelo nervosismo, não conseguiu correr. Vanderlei a alcançou e desferiu as facadas, ferindo-a primeiro no pescoço. Foram desferidos golpes nos braços, costas e peito.
Já no depoimento do acusado, a história contada foi completamente diferente. Vanderlei disse que Luciana teria ligado várias vezes para ele e mandado mensagens pedindo que ele fosse à casa dela. Vanderlei teria resistido até receber uma mensagem de Luciana dizendo que ela precisava conversar com ele, porque achava estar grávida.
Nesse momento, ele, que não podia se aproximar de Luciana porque tinha medida protetiva, resolveu ir à residência da ex-companheira. Ao chegar lá, eles conversaram por cerca de 3 minutos na porta e Luciana, que segundo ele era muito ciumenta, disse que estava sentindo cheiro de cerveja e perfume de outras mulheres.
Vanderlei continuou: ela pegou uma faca e eles foram brigando até a rua. Segundo Vanderlei, ele nem entrou na residência. Na discussão, ele conseguiu pegar a faca da mão dela e desferir um golpe contra Luciana.
"Ao ver o sangue fiquei apavorado e vi que vinha alguém. Embarquei no carro e sai. Mas, ela continuou me xingando", afirmou Vanderlei.
Vanderlei afirmou ainda ter ido à casa de Luciana por pedido da vítima, que chegou após às 3 horas porque estava em uma festa no bairro Limoeiro e depois teria ido a uma boate em Guabiruba.
Colaboração: Valdomiro da Motta



